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domingo, 5 de outubro de 2014

Vai um filme para Domingo à noite? #3

Farto de acabar o fim-de-semana a fazer um zapping que nunca mais acaba por não encontrares nada de jeito a passar na televisão? Cansado de reality shows, concursos musicais, debates sobre a última jornada desportiva e mais uns quantos programas desinteressantes nos canais por cabo? Então todos os Domingos podes passar a vir ao Milímetro a Milímetro, que te vai sugerir o filme perfeito para acabares os teus dias de descanso e entrares numa nova semana de trabalho.


A Republica Portuguesa faz hoje 104 anos. Não há nenhum filme português sobre o 5 de Outubro e a maioria dos filme políticos feitos no nosso país, vamos a admitir, não são muito apropriados para ver no final do fim-de-semana. Por isso fui buscar a sugestão deste Domingo aos EUA: Manobras na Casa Branca. É um filme cómico, cheio de piadas ora soft ora mais negras, que mostra os bastidores de um escândalo com o presidente dos Estados Unidos. Conta com enormes interpretações de Robert De Niro e Dustin Hoffman, que mostram uma excelente cumplicidade entre eles, e a cereja no topo do bolo são as algumas referências à sétima arte, já que Stanley Motts, a personagem de Hoffman, é o produtor de cinema encarregue de criar uma falsa guerra de modo a tirar as atenções do caso amoroso do presidente. É a partir desta missão que vão nascer momentos hilariantes mas ao mesmo tempo perspicazes, dado que conseguem tocar em vários pontos sensíveis da realidade política americana.
Espero que gostem!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Malavita

THE FAMILY
de Luc Besson
com: Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, John
D'Leo, Diana Agron e Tommy Lee Jones
Malavita (estupidamente traduzido de The Family) conta a história de Giovanni Manzoni (De Niro) e da sua família: a mulher Maggie (Michelle Pfeiffer) e os filhos Warren (John D'Leo) e Belle (Dianna Agron), que devido aos descuidos de Gio têm que mudar de morada de mês em mês. Desta vez, a família foi para França, mais precisamente para uma pequena vila na Normandia.

Sendo supostamente um comédia negra, mas sem nunca conseguir fazer rir, Malavita é a mais recente prova de que Luc Besson é um mau realizador. Com um elenco constituído por De Niro, Pfeiffer e Lee Jones, e um argumentista (Tonino Benacquista) que já venceu dois prémios César, Besson fez um dos piores filmes do ano e manchou o currículo aos seus já referidos colegas. O pior momento chega quando De Niro vê Tudo Bons Rapazes. Enfim...

Há ainda uma completa estupidez em todo o filme: o facto de Warren querer fugir para Paris por ter problemas na escola, os dois filhos adolescentes de Gio conseguem dar cabo de meia dúzia de mafiosos armados até aos dentes, e por aí fora. E depois o final do filme deixa muitas coisas em aberto (num mau sentido). Belle vai continuar com tendências suicídas? Vai-se abrir algum inquérito à família que vivia numa casa que foi pelos ares? Gio sempre vai ser um famoso escritor? Também pouco me interessa.

Demasiado violento para jovens, sem piada para adultos, Malavita é uma decepção. A única coisa que vale a pena ver neste filme é Robert De Niro a "expressar todas as emoções humanas na palavra 'fuck'". Só isso já vale umas estrelinhas...

3/10

domingo, 24 de novembro de 2013

Last Vegas - Despedida de Arromba

LAST VEGAS
de Jon Turteltaub
com: Michael Douglas, Robert De Niro,
Morgan Freeman e Kevin Klein 
Começa a ser frequente em Hollywood surgirem ideias como esta: "embora fazer um filme com actores que já tenham uns quantos Óscars e Globos de Ouro no bolso". Por muito boa que possa parecer a ideia, nunca ou quase nunca sai bem. E a última prova disso mesmo é Last Vegas - Despedida de Arromba.

O filme retrata a história de Billy (Michael Douglas), um milionário que decide casar com uma rapariga com metade da sua idade, e os seus amigos de infância: Archie (Morgan Freeman), Paddy (Robert De Niro) e Sam (Kevin Kline), os quais Billy convida para uma despedida de solteiro em Las Vegas. O estado das coisas é o seguinte: Paddy é viúvo não se dá com Billy, Archie acabou de ter um enfarte e Sam recebeu permissão da mulher para ter relações sexuais na cidade do pecado.

E a história não passa daí. Começa a dar a impressão que os argumentistas pesquisaram no Google "piadas sobre velhos" e aplicaram-nas à força toda na primeira meia hora do filme, ficando sem material nenhum para os restantes 60 minutos. O que é pena, porque, embora sejam previsíveis, é sempre engraçado ouvir aquelas piadas vindas dos actores que dão vida às personagens. Começam então as situações ditas "cómicas" que os personagens oferecem: Billy não pára de olhar para os biquinis justos das raparigas com menos de 20 anos; Archie, embora tenha acabado de ter um enfarte, torna-se um party-animal bêbado (parece que ele já teve um passado com a bebida, mas nem argumentista nem realizador querem dar profundidade a esse tema); Paddy, aproveitando o facto de ser protagonizado por De Niro, transforma-se num Jake LaMotta envelhecido, que só pensa na sua falecida esposa; e Sam fica até ao final do filme na tentativa de ter sexo.

No meio disto tudo aparece Diana, a personagem simpática que se torna pretendida por Billy e Paddy, à semelhança da falecida esposa deste último. O realizador Jon Turteltaub dá assim as cartas para mais um sub-plot sem lugar a surpresas, visto que a previsibilidade se torna palavra-chave de Last Vegas. Para mais, Mary Steenburgen não parece saber fazer muito mais que dar uns sorrisinhos para a câmara, e Diana passa a ser a personagem mais oca desta longa-metragem, não trazendo nada de novo a um filme que já começa a dar sinais de enfarte antes de chegar a Las Vegas.

Mas há coisas boas a salientar no filme. Uma delas é a boa prestação de Morgan Freeman, que levou o filme a brincar e na desportiva, culminando numa actuação divertida e eficaz. Na verdade, nenhuma das piadas do filme teria tido realmente piada se não fosse pelos actores que tem. Um outro bom aspecto é o facto de Dan Fogelman, o argumentista, não ter caído na tentação de fazer Freeman, De Niro, Kline ou Douglas mencionarem alguma das suas personagens do passado (não há uma referência directa ao Touro Enraivecido quando Paddy ergue os punhos).

A primeira meia hora acaba também por ser um bom momento. Como já disse, o argumentista despejou um contentor de piadas de velho nesses 30 minutos, mas, como também já disse, vale a pena ouvi-las da boca dos actores. Cheguei mesmo a dar umas gargalhadas aquando da conversa que Billy tem ao telefone com Archie e Sam. Infelizmente não se conseguiu estender essa meia hora até final...

Last Vegas - Despedida de Arromba, daqui a uns tempos vai ser um típico filme de Sábado à tarde da TVI: oferece umas gargalhadas em número reduzido, é muito previsível e um pouco maçador a partir de certa altura. Não traz nada de importante ao currículo dos actores que dão mais ao filme do que o filme a eles. O que é uma pena, porque um elenco destes tem capacidade de fazer um filme extraordinário. Em vez disso, fico apenas com saudades de Travis Bickle, Dan Gallagher, Ellis "Red" Redding e Otto West, entre tantos outros...

5/10