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quinta-feira, 5 de março de 2015

Vingança ao Anoitecer

DYING OF THE LIGHT
de Paul Schrader
com: Nicolas Cage, Anton Yelchin, Alexander Karim
Depois de no final do ano passado ter vindo ao de cima a polémica que envolvia Paul Schrader e os produtores do filme (que afastaram o realizador durante o processo de montagem e reeditaram o seu trabalho), Vingança ao Anoitecer ganhou uma inesperada publicidade com um pedido do realizador/argumentista e do próprio elenco para que o público não vá ver esta longa-metragem.

Então que conselho seguir em relação ao filme? O da nossa curiosidade, que nos diz para vermos aquilo que a equipa da Grindstone (uma das filiais da Lionsgate) queria realmente, ou o dos envolvidos na realização do projeto inicial, que boicotam a sua visualização? O mais acertado talvez seja mesmo cumprir a vontade de Schrader e companhia, não só para defender os artistas mas porque ver Vingança ao Anoitecer é o mesmo que ver mais um daqueles thrillers que passam por vezes nos quatro canais nas tardes de fim de semana.

E este nem é dos melhores thrillers desse género. Basta ler a sinopse para perceber isso: Evan Lake é um agente da CIA que, 22 anos após ter sido torturado por Muhammad Banir, descobre o paradeiro do terrorista e decide, pelas próprias mãos, vingar-se. Para isso vai reunindo mais umas quantas pistas que o levam, sem obstáculos na sua jornada nem twists na narrativa, até ao homem que ainda o atormenta nas suas memórias.

Leiam a crítica completa no Espalha-Factos

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Joe

JOE
de David Gordon Green
com: Nicolas Cage, Tye Sheridan, Gary Poulter e
Ronnie Gene Blevins
O homem que dá título ao filme é um solitário, conhecido como um homem duro e trabalhador mas que não deixa de ter problemas com a lei. Quando Gary Jones (Tye Sheridan) lhe pede trabalho, Joe vê nele uma forma de redenção do seu passado turbulento, e decide protegê-lo do pai alcoólico, Wade (Gary Poulter).

Até chegarmos realmente à relação paternal entre Joe e Gary, e a todas as consequências de que dela vão nascer, temos que assistir a uns longos minutos de introdução e construção dos intervenientes, o que tira algum interesse inicial ao filme. Embora os atores consigam dar vida às suas personagens, tornando-as únicas, perece existir uma hesitação inicial por parte de David Gordon Green e do argumentista Gary Hawkins em avançar na história.

Então mas afinal há algo de bom neste filme? Há, não haja dúvidas. David Gordon Green é um mestre a filmar os dramas das famílias problemáticas. A forma crua como aborda a violência de Wade em relação ao seu tão trabalhador filho faz crescer dentro do espectador um sentimento de injustiça, tal é a forma como simpatizamos com algumas personagens e odiamos outras (o tempo que se passou a construí-las e a apresentá-as acaba por compensar).

Mas a principal atração de Joe é o homem que dá vida à personagem do título do filme. Nicolas Cage está de regresso às grandes interpretações, ao fim de muitos anos perdido em trabalhos menores. O ator ofereceu-nos um retrato realista de uma personagem bastante complexa ao entrar na pele de Joe, e nunca durante todo o filme se vê Cage, apenas o homem solitário que quer proteger um miúdo do seu pai.

Joe tem uma excelente realização, um elenco espetacular e pode ser o ponto de viragem na carreira de Nicolas Cage. Mas o seu ritmo lento e o argumento medíocre não são totalmente compensados, ficando como ideia final um filme que não soube gerir bem os seus recursos.

6/10

Ler crítica completa no site Espalha Factos