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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Lugar do Morto

O LUGAR DO MORTO
de António-Pedro Vasconcelos
com: Pedro Oliveira, Ana Zanatti, Teresa Madruga,
Ruy Furtado e Isabel-Victoria da Motta
O Lugar do Morto estreou em 1984, numa altura em que o cinema português se via na ressaca da ditadura que limitava o trabalho dos nossos cineastas. Vivia-se o início de uma nova era na 7ª arte nacional: rompia-se com o passado, quebravam-se barreiras e instaurava-se uma lufada de ar fresco. Vários foram os filmes que estrearam por esta altura, mas O Lugar do Morto continua a ser o mais emblemático e, na altura, o mais reconhecido e bem sucedido.

Em jeito de thriller policial americano (com um ou outro toque de noir aqui e ali) o filme segue o jornalista Álvaro Serpa durante uma investigação que inicia após assistir ao suicídio de Álvaro Allen, que discutia com uma misteriosa mulher que, ao ver o homem morto, desaparece. Álvaro descobre que o seu nome é Ana Mónica e começa então a procurá-la para desvendar o caso.

É com muitos twists e ainda algumas atenções apontadas a tabus do quotidiano que se desenrola este enredo. Em primeiro plano temos a investigação de Álvaro, que vai seguindo pistas e mais pistas até chegar a Ana Mónica, mas há também lugar à discussão de vários temas como o casamento, o adultério, etc. As duas componentes da narrativa estão muito bem ligadas por um argumento excelente, com linhas de diálogo recheadas de humor negro ou de simples trocadilhos mas também de um cariz poético e enternecedor que torna algumas falas extremamente belas.

O primeiro grande sucesso comercial de António-Pedro Vasconcelos em análise na rubrica Hollywood, tens cá disto do Espalha-Factos

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

As Duas Faces de Janeiro

THE TWO FACES OF JANUARY
de Hossein Amini
com: Viggo Mortensen, Kirsten Dunst e Oscar Isaac
A primeira longa-metragem de Hossein Amini prometia bastante devido ao seu grande elenco e enredo interessante, mas o grande desaproveitamento destes elementos fez de As Duas Faces de Janeiro um filme entediante. Estreia hoje em Portugal.

Como o leitor pode ter reparado, os nomes dos atores que se encontram dentro dos parêntesis são excelentes e qualquer filme com um elenco destes teria certamente capacidades para alcançar grande qualidade. A história em si, cheia de pequenas intrigas, triângulos amorosos e fantasmas do passado que as personagens fazem por esquecer, é propícia a uma aventura cheia de suspense e até alguns twists na narrativa. E o homem que assinou tanto o argumento como a realização de As Duas Faces de Janeiro até já esteve nomeado para um Oscar de Melhor Argumento.

O que pode correr mal num filme com tantos bons fatores? Pelos vistos muita coisa. Tirando o maravilhoso elenco, toda esta longa-metragem é completamente desinteressante e, em certas alturas, mesmo muito aborrecida. Embora a narrativa tenha bastante potencial, a forma como foi estruturada deixa muito a desejar e muitos são os segmentos onde se esperaria um clímax ou algo que lhes desse mais força ou interesse. Mas, de uma ponta à outra da fita, não se sai do mesmo tom monótono que faz com que As Duas Faces de Janeiro pareça mais longo do que realmente é.

É mais uma crítica que podem ler na íntegra no Espalha-Factos

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Em Parte Incerta

GONE GIRL
de David Fincher
com: Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris
Tyler Perry, Carrie Coon e Kim Dickens
Adaptado do best seller homónimo de Gillian Flynn, Em Parte Incerta é um thriller evolvente capaz de prender qualquer um à sua história e é sem dúvida alguma um dos maiores trabalhos não só de 2014 mas também de toda a filmografia de David Fincher.

Dentro deste enredo vão surgir inúmeros tópicos que são alvo de um olhar crítico por parte do realizador David Fincher e da argumentista Gillian Flynn (sim, a própria autora do livro esteve encarregue de transformar a sua obra num argumento de cinema). O primeiro a saltar mais à vista será certamente o das falsas aparências, neste caso o casamento de Nick e Amy, o casal perfeito que… afinal não é assim tão perfeito.

Ficamos colados ao ecrã enquanto os protagonistas vão vivendo uma série de intrigas extremamente bem elaboradas, que nos fazem questionar o que acabámos de ver e mudam a ideia que se tem de cada personagem. A narrativa não linear e as várias perspetivas em que a história é contada fazem nascer muitas dúvidas e estamos sempre um passo atrás das personagens, nunca sabendo quem está a mentir e quem está a contar a verdade. Se no filme uns manipulam e enganam outros, Fincher e Flynn vão jogando com a nossa mente.

A crítica completa pode ser lida no Espalha Factos