quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cometa

COMET
de Sam Esmail
com: Justin Long e Emmy Rossum
É com potencial e alguma originalidade que Cometa, uma das propostas românticas para o fim de semana de S. Valentim, chega hoje a Portugal.

Esta estreia de Sam Esmail na realização evidencia uma peculiar originalidade por parte do cineasta. É notória a quantidade de ideais visuais que quer aplicar, desde planos minimamente radicais a interessantes jogos de luz e cor, e o argumento, assinado igualmente por ele, evidencia um inteligente sentido de humor onde várias referências à cultura pop se intrometem em diálogos sarcásticos à la Woody Allen. Há ainda por vezes um tom poético bastante bonito numa ou noutra fala das personagens com uma boa e adequada banda-sonora de fundo, o que faz com que a relação de Dell e Kimberly seja sempre agradável de acompanhar.

Mesmo na construção da narrativa há que louvar a decisão de “baralhar” as várias vivências do casal e dispô-las quase em formato puzzle, tornando o acompanhar da história mais desafiante que a maioria das fitas românticas. Contudo, parte do problema de Cometa começa precisamente aqui, na não-linearidade do enredo. Nos primeiros minutos ainda é preciso fazer algumas tentativas para juntar as peças e compreender a ordem cronológica dos acontecimentos, mas a meio do filme já se percebe bem que a cena X vem a seguir à cena Y e por aí adiante.

Leiam a crítica completa no Espalha-Factos

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