quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Jogo da Imitação

THE IMITATION GAME
de Morten Tyldum
com: Benedict Cumberbatch, Keira Knightley,
Matthew Goode, Allen Leech, Matthew Beard,
Rory Kinnear, Charles Dance e Mark Strong
O Jogo da Imitação chega hoje às salas portuguesas, aproveitando a boleia da Award Season e dando continuidade a uma onda de filmes “baseados em casos verídicos”.

Desta vez é Alan Turing quem tem direito a ter a sua vida exposta na grande tela. Foi um dos grandes matemáticos do século passado, tendo intercetado e descodificado na II Guerra Mundial o código Enigma que os nazis utilizavam nas suas mensagens, tornando-se numa dos principais pilares da vitória dos aliados.

História interessante, certo? E se a isto adicionarmos o facto de Turing ter tido de esconder a sua homossexualidade (na altura punível em Inglaterra) das autoridades então ficam reunidas as condições para uma biografia cinematográfica cheia de potencial, com muitas pontos e alguns tabus por onde se lhe pegar. Só que O Jogo da Imitação explora estes assuntos muito superficialmente, através de diálogos desinspirados e uma narrativa demasiado convencional para um trabalho que, a julgar pelas distinções que tem vindo a arrecadar, se esperaria mais impressionante.

Entram então os clichés, que não surpreendem pela sua existência (qual a biografia que não os tem?) mas pela forma como se tornam na personagem principal do filme. O Jogo da Imitação é vítima, ou melhor, deixa-se vitimar pelas inúmeras marcas das obras biográficas, desde a omissão de uns factos à alteração outros, para dramatizar desnecessariamente um ou outro acontecimento ou simplesmente fazer de Turing um herói sem um único defeito.

Leiam a crítica completa no Espalha-Factos

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