quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Autómata

AUTOMATA
de Gabe Ibáñez
com:Antonio Banderas, Birgitte Hjort Sørensen,
Dylan McDermott, Melanie Griffith, Robert Forster
O primeiro filme de ficção científica do ano chega hoje às salas portuguesas. Autómata tem como base uma história com condições para tornar-se numa obra interessante mas o vazio do seu conteúdo torna-a numa experiência pobre e desaconselhável.

Ao contrário de alguns dos incontáveis filmes que se focam no assunto da dependência dos humanos na tecnologia e de todos os outros debates que desta assunto advêm, Autómata não quer (ou, pelo menos, não parece ser essa a sua intenção) entrar numa discussão do tema, pondo de parte muitas “armas” que algumas obras utilizam para construir um olhar sobre a relação Homem/robôs. Não se colocam questões políticas nem se tece uma crítica à sociedade contemporânea, estando o argumento muito mais apontado às vivências das personagens do que propriamente no ambiente que as envolve.

Mesmo assim o filme não consegue sair da sua mediocridade. O seu tom monótono e um enorme conjunto de personagens inúteis, desinteressantes e mal construídas faz com que a narrativa da fita seja muito pouco cativante. Isto para não falar na fraqueza do argumento e em algumas más performances por parte do elenco, que só ajudam a desaproveitar um enredo à partida com potencial, não pela sua originalidade (algo muito difícil de encontrar aqui) mas pelo entretenimento que poderia proporcionar.

Leiam a crítica completa no Espalha-Factos

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