terça-feira, 14 de outubro de 2014

The Walking Dead: 5.ª Temporada

THE WALKING DEAD
Todas as segundas na FOX pelas 22h15m
com: Andrew Lincoln, Norman Reedus,
Melissa McBride, Steven Yeun, Chandler Riggs,
Chad Coleman, Danai Gurira e Lauren Cohan
Nota: a crítica contém spoilers em relação as temporadas anteriores.

Como no Milímetro a Milímetro não se vive só de cinema, às vezes também apetece fazer um zapping pela TV.

Estreou no domingo a nova temporada de The Walking Dead, a série de mortos vivos mais popular de sempre. Em Portugal os novos episódios passam na FOX às segundas pelas 22h15m, menos de 24 horas depois da sua estreia nos EUA.

Devo confessar que tinha expectativas mesmo muito baixas para esta nova temporada. Se os primeiros episódios de The Walking Dead foram absolutamente magníficos, tudo o que se seguiu tem sido uma enorme desilusão. E se calhar foi esta falta de entusiasmo em relação à nova série que me fez gostar bastante do seu primeiro capítulo.

No Sanctuary (nome do episódio) retoma alguns dos acontecimentos que ficaram em aberto na última temporada. Rick (Andrew Lincoln) e companhia foram presos e agora preparam uma escapatória. Carol (Melissa McBride) e Tyreese (Chad Coleman) continuam a tentar encontrar o grupo enquanto protegem a bebé Judith. Ainda há uma ou outra ponta solta, mas a verdade é que muitas das coisas que se queriam saber foram bem explicadas, ainda que não tenham tido um desfecho propriamente dito.

A forma como foi construída a narrativa foi o que mais surpreendeu. Depois de temporadas irregulares, com argumentos por vezes idiotas e enredos onde os mortos-vivos mal apareciam, eis que voltaram as aventuras verdadeiramente entusiasmantes e de nos deixar sem fôlego. O drama dos protagonistas e a ideia "O verdadeiro perigo são os humanos" que os criadores da série têm tentado desenvolver nestes últimos anos não cansam e são finalmente interessantes, algo que não acontecia em episódios passados. E os zombies, que se tornaram verdadeiras personagens secundárias, lá voltaram a ser grandes e assustadoras ameaças.

A caracterização das criaturas continua espectacular e é sem dúvida o maior trufo de The Walking Dead. Cada vez parecem mais decompostos, peganhentos, nojentos e, acima de tudo, realistas. Mas esta excelência acaba por contrastar com os péssimos efeitos especiais, o único aspecto que parece não evoluir. Há uma cena ainda no início do episódio onde rebentam com um tanque de gás e a explosão (com direito a uns mortos-vivos a voar pelo ar) está muito mal feita, digna de um filme de série B. Mesmo algumas mortes, tanto de humanos como de walkers, perdem alguma credibilidade quando o sangue saído das suas cabeças é tão computorizado.

As interpretações continuam ao mais alto nível. Andrew Lincoln está absolutamente fantástico, apoiado por um muito bom Norman Reedus nas cenas mais radicais e violentas (como a magnífica cena onde os dois se vêem numa sala prestes a ser brutalmente executados), e Melissa McBride vai mostrando cada vez mais talento enquanto torna a sua Carol numa das melhores personagens da série. Chad Coleman pode ter caído por vezes em overacting, mas a verdade é que se tem vindo a transformar num dos actores essenciais do elenco. Elenco esse que continua a ser manchado por um irritante Chandler Riggs, que encarna o muito odiado Carl.

É certo que The Walking Dead ainda não alcançou o alto nível de qualidade da sua primeira série, mas se esta 5.ª temporada mantiver o ritmo de No Sanctuary talvez compense as desilusões dos últimos anos. E uma coisa é certa: vou estar em pulgas para que chegue a próxima segunda feira!

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